Placares magros dominam o início da League One

por João Pedro Almeida dia segunda-feira, 20 de agosto de 2012 às 21:29

Alexander comemora seu segundo gol na vitória do Crawley sobre o
Scunthorpe
A League One resolveu economizar nos gols em sua rodada de estreia. Seis dos doze jogos terminaram empatados, enquanto em apenas dois houve mais de dois gols de diferença. Destaque para o recém-rebaixado Doncaster, que bateu o Walsall por três a zero fora de casa, mesmo placar da vitória do Crawley sobre o Scunthorpe.

Os outros recém-rebaixados, Porsmouth e Coventry, empataram com Bournemouth e Yeovil, respectivamente, por 1 a 1. Enquanto isso, os recém-promovidos, além do já destacado Crawley, não tiveram desempenho satisfatório. O Swindon empatou com o Hartlepool por 0 a 0, enquanto o Shrewsbury perdeu para o Sheffield United por 1 a 0.

Houve dois jogadores com dois gols na rodada: Alexander, do Crawley e Akpa Akpro, do Tranmere, tornando-se os dois artilheiros do campeonato até aqui. Confira os resultados da rodada:

Crawley 3 x 0 Scunthorpe
Crewe 1 x 2 Notts County
Hartlepool 0 x 0 Swindon
Milton Keynes 2 x 0 Oldham
Portsmouth 1 x 1 Bournemouth
Preston 0 x 0 Colchester
Sheffield United 1 x 0 Shrewsbury
Stevenage 1 x 1 Carlisle
Tranmere 3 x 1 Leyton Orient
Walsall 0 x 3 Doncaster
Yeovil 1 x 1 Coventry
Bury 0 x 0 Brentford

Renovado Watford começou sua trajetória com uma grande vitória

por Gilmar Siqueira dia domingo, 19 de agosto de 2012 às 21:12

Zola terá outra chance de treinar na Inglaterra.
Renovação. Esta sem dúvida é a principal palavra para descrever o Watford desta temporada. Antes de a bola rolar para a edição 2012-2013 da Championship os Hornets foram comprados pelo empresário italiano Giampaolo Pozzo, que também é proprietário do Granada e da Udinese. A torcida logo se manifestou com medo de que ele fizesse do time mais uma filial da Udinese (como o Granada), mas ele disse que o Watford seguirá sendo a equipe competitiva que sempre foi. Veremos.

A transação em si aparentemente foi rápida. Pozzo já estava interessado no clube há alguns meses e as negociações não tardaram em acontecer. Seu primeiro passo ao chegar foi reformular a diretoria. Em outras palavras, ele encheu o clube de italianos (medida que seguramente desagradou o ex-presidente Graham Taylor que agora é comentarista da Radio BBC).

Entretanto, a modificação mais polêmica foi a realizada no banco de reservas: ele demitiu o prata da casa Sean Dyche para contratar Gianfranco Zola. Esta atitude fez cair ainda mais a popularidade de Pozzo, já que Dyche conquistou totalmente a confiança da torcida pelo bom trabalho realizado na temporada passada.

Ele deixou os Hornets na 11a. colocação. Não parece grande coisa, mas foi. É importante lembrar que para a passada campanha o time perdeu o artilheiro da Championship 2010-2011, Danny Graham, e seu grande maestro Will Buckley. Estes dois foram os grandes responsáveis pela permanência do time na segundona durante a campanha.

Mas não foi só isso. Em 2011-2012 foi dada a Sean Dyche sua primeira grande chance como treinador. Isso porque Malky Mackay, outro dos grandes técnicos revelados pelo Watford, aceitou o convite do Cardiff. Dyche, como seu braço direito, também teve a oportunidade de ir, mas preferiu ficar e fez um excelente trabalho.

É compreensível que Pozzo queira colocar um homem de sua confiança no banco -e esta é a única justificativa para a demissão de Dyche- mas ele poderia dar mais um voto de confiança ao técnico inglês. Dificilmente ele decepcionaria. Ademais, Zola conhece a Inglaterra mas nunca trabalhou na Championship. E isso pode fazer a diferença.

Tratando a respeito dos reforços, o ex-jogador do Chelsea terá à sua disposição nomes interessantes como Manuel Almunia (sabe Deus por quê eles deixaram o ótimo Scott Loach ir embora), Matej Vydra, Almen Abdi e Daniel Pudil. Eles se juntarão aos confiáveis John Eustace, Mark Yeates, Jonathan Hogg e Craig Forsyth.

Tais jogadores deixam o Watford com um dos elencos mais interessantes da Championship (ao menos do meio para frente). Prova disso foi a vitória sobre o Crystal Palace por 3x2, onde Abdi e Vydra marcaram nos dois minutos finais.

É complicado dizer se Zola conseguirá fazer este plantel funcionar adequadamente até o término do primeiro turno, haja vista que os jogadores e até mesmo ele precisam se adaptar. Portanto, a torcida deve ter um pouco de paciência. Esta temporada será mais de transição do que de competição pelo acesso.

Por Gilmar Siqueira.

Recém-chegados não empolgam na primeira rodada

por Gilmar Siqueira dia às 13:40

Para variar, Kean já está ameaçado.

Quase sempre os clubes que chegam da Premier League são considerados favoritos na Championship, principalmente por seus elencos e condições. Nesta edição não é diferente. Contudo, o que nos chamou a atenção foi que nenhuma destas equipes convenceu na estreia. Dentre os vindos da League One, a impressão foi a mesma. 

No debute oficial do treinador norueguês Stale Solbakken o Wolverhampton perdeu por 1x0 para um empolgante Leeds que soube administrar a vantagem e se mostrou bastante sólido defensivamente. No reencontro de Owen Coyle com seu ex-clube, o Bolton acabou derrotado por 2x0 para o Burnley (Charlie Austin foi o autor do segundo gol).

Mesmo contando com os reforços de Kazim-Richards, Eutuhu, Danny Murphy e Nuno Gomes o Blackburn não saiu de um empate (1x1) com o Ipswich Town. 1x1 também foi o resultado do confronto entre o Charlton, campeão da última League One, e o Birmingham. Os dois gols saíram nos 10 minutos finais: Leon Cort marcou para o Charlton aos 37' e Zigic empatou aos 45'.

Confiram todos os resultados da primeira rodada da Championship:

Cardiff 1x0 Huddersfield
Nottingham Forest 1x0 Bristol City
Millwall 0x2 Blackpool
Leicester 2x0 Peterborough
Ipswich 1x1 Blackburn
Hull 1x0 Brighton
Derby County 2x2 Sheffield Wednesday
Crystal Palace 2x3 Watford
Burnley 2x0 Bolton
Birmingham 1x1 Charlton
Barnsley 1x0 Middlesbrough
Leeds United 1x0 Wolverhampton

Por Gilmar Siqueira.

Defesas chamam a atenção na primeira rodada da League 2

por João Pedro Almeida dia às 00:05

Kedwell foi um dos grandes nome da rodada, com dois gols na vitória
do Gillingham (foto: bbc)
Na volta da League 2, um setor específico chamou a atenção, tanto para o bem quanto para o mal. Dentre os doze jogos ocorridos na primeira rodada, apenas dois tiveram as defesas dos dois times vazadas. Contudo, houve cinco jogos em que o vencedor marcou três gols, evidenciando os dois lados da moeda.

Levando em consideração os clubes que caíram para a divisão na temporada passada, apenas o Wycombe conseguiu se sair bem, com boa vitória de 3 a 1 sobre o York. Rochdale empatou, enquanto Chesterfield e Exeter perderam suas estreias.

Os placares mais extensos ficaram por conta de Port Vale 3 x 0 Barnet e Exeter 0 x 3 Morecambe. Já os zero a zeros foram dois: os confrontos entre Fleetwood e Torquay; e Rochdale e Northampton. Com média de cerca de dois gols por partida, tivemos jogadores marcando dois tentos: Fleming, do Morecambe, e Kedwell, do Gillingham

A eficiência de alguns ataques, a solidez de algumas defesas e a deficiência de outras serviram para demonstrar que esta temporada certamente nos reservará fortes emoções. Confira todos os resultados da rodada:

Briston Rovers 0 x 2 Oxford Utd
Fleetwood 0 x 0 Torquay
Gillingham 3 x 1 Bradford
Plymouth 0 x 2 Aldershot
Port Vale 3 x 0 Barnet
Rochdale 0 x 0 Northampton
Rotherham 3 x 0 Burton
Exeter 0 x 3 Morecambe
Wimbledon 1 x 0 Chesterfield
York 1 x 3 Morecambe
Cheltenham 2 x 0 Dagenham & Red.

Por João Pedro Almeida.

Projeto de Evans começa bem

por Gilmar Siqueira dia sábado, 18 de agosto de 2012 às 22:38

Ambição sabemos que ele tem.
A primeira rodada da League Two 2011-2012 não podia começar melhor para o Rotherham United, que venceu o Burton Albion por 3x0. Os Millers, que sob a direção do experiente Steve Evans visam o acesso à League One, passaram por uma verdadeira reformulação no elenco e uma bela vitória logo na estreia lhes serve como uma injeção de ânimo.

Vale lembrar que na temporada passada o Rotherham já era um forte candidato à promoção, mas ao longo da campanha caiu gradativamente e terminou fora até mesmo dos play-offs. Tal queda fez o presidente Tony Stewart perder a paciência e dar uma cartada arriscada antes mesmo de a temporada terminar. Ele demitiu o treinador Andy Scott e trouxe Steve Evans, do Crawley.

A imprensa não divulgou valores da negociação, mas sabemos que o fator financeiro foi determinante. Logicamente Evans não deixaria um clube onde trabalhava desde 2007 e que estava garantido na League One se a proposta não fosse financeiramente viável. Além disso, o Crawley também é um clube com um belo poder aquisitivo para os padrões da Football League.

Mas será que vale apostar tão alto? Esta resposta só virá com o tempo. De uma forma ou de outra, o escocês é um ótimo treinador. Ele assumiu o Crawley na Conference e o deixou praticamente na League One. Antes disso fez algo parecido com o Boston United, assumindo em 1998 e deixando o cargo justamente em 2007. Só vale destacar que neste meio-tempo foi suspenso algumas vezes por fraude fiscal, já que "camuflou" salários declarando que eram despesas do clube.

Contando com o respaldo de Stewart, ele autorizou a saída de 11 jogadores, dentre eles os importantes Lewis Grabban, Ryan Cresswell e Tom Newey. Por outro lado chegaram Michael O'Connor, Daniel Nardiello (que marcou na estreia), Kari Arnason, Kayode Odejayi (que também marcou na estreia), entre outros.

Estes reforços fizeram do plantel do Rotherham um dos melhores da League Two nesta temporada (isso se não for o melhor) e o converteu em um forte candidato ao título. Logicamente é muito cedo para prever o que irá acontecer ao longo da temporada, mas os investimentos de Stewart sem dúvida fizeram com que os prognósticos fossem extremamente positivos.

Por Gilmar Siqueira.

Será dada a largada para a temporada 2012/2013!

por Lucas Leite dia sexta-feira, 17 de agosto de 2012 às 14:08



Está chegando a hora! Após abrirem 2012/2013 com a primeira fase da Capital One Cup, as equipes das divisões inferiores da Inglaterra voltam suas atenções para a rodada inaugural da temporada de número 114 da Foootball League. O blog te mostra em que partidas ficar de olho durante o fim de semana.

Na League Two, as expectativas ficam por conta dos recém-promovidos Fleetwood Town e York City. Longe das divisões profissionais desde 2004, o York mede forças contra o Wycombe Wanderers, rebaixado à quarta divisão na última temporada. Enquanto isso, em Highury, os Cod Army recebem o Torquay United, derrotado pelo Crewe na final dos playoffs em 2011/2012.

Os Railwaymen também merecem destaque na primeira jornada da League One. Invicto a 20 partidas, o Crewe, que aposta na contratação de Mathias Pogba para suprir a saída de Nick Powell, recebe o Notts County, de Keith Curle.

Contudo, o embate mais marcante da terceira divisão deve acontecer em Fratton Park. Após ser eliminado da Copa da Liga pelo Plymouth atuando com nove jogadores das categorias de base, o Portsmouth estreia no campeonato nacional diante do Bournemouth. Ainda sem um novo proprietário e a beira da falência, o Pompey - que conseguiu "retardar" uma punição de 10 pontos junto à Football League - deposita suas fichas nos 10 reforços contratados a curto prazo durante essa semana.

Por último, mas não menos importante, a Championship acumula partidas interessantes, a começar pela de hoje, entre Cardiff e Huddersfield. Depois da polêmica mudança de seu uniforme principal, o City de Craig Bellamy travam duas batalhas no Cardiff City Stadium: contra a torcida e o Huddersfield, do badalado Jordan Rhodes.

Além da partida de abertura, o sábado reserva mais emoção com os duelos entre Burnley x Bolton, Leeds x Wolves* e Charlton x Birmingham. Campeão da League One com recorde de vitórias na temporada passada, o Charlton encara o Birmingham, agora comandado por Lee Clark. O banco de reservas também merece destaque em Turf Moor, já que Owen Coyle reencontra o Burnley dois anos após ter trocado os Clarets pelo Bolton.

Já em Elland Road, o modificado Leeds de Neil Warnock encara o Wolverhampton, que passa por um período conturbado. Sem os lesionados Christopher Berra, Stephen Ward, Kevin Doyle e Jamie O'Hara, Stale Solbakken ainda sofre com as iminentes saídas de Steven Fletcher e Matt Jarvis para armar seu time para a estreia.

Clique aqui e confira o horário de todos os confrontos do fim de semana

*A ESPN Brasil transmite Leeds United x Wolverhampton Wanderers, ao vivo, no sábado (18), às 8:45 da manhã.

Capital One Cup começa com zebras

por Gilmar Siqueira dia terça-feira, 14 de agosto de 2012 às 20:37


Connor Jennings.
A edição 2012-2013 da Capital One Cup (antiga Carling Cup) começou neste fim de semana e já nos trouxe muitíssimas impressões acerca das equipes da Football League. E como não poderia deixar de ser, algumas zebras despontaram neste começo oficial de temporada na Inglaterra.

Dentre os jogos de sábado (11) destaque para a goleada do Crewe sobre o Hartlepool (5x0). Nesta partida o estreante Mathias Pogba marcou duas vezes e mostrou que o Alex não sentirá tanta falta assim de Nick Powell. Outro que brilhou -e também marcou dois tentos- foi o prata da casa Max Clayton. Com esta vitória a invencibilidade do Crewe passou a ser de 20 partidas.

Na estreia do treinador norueguês Stale Solbakken o Wolverhampton precisou dos pênaltis para passar pelo Aldershot. Os Wolves até saíram na frente com Ebans-Blake (aos 8' do segundo tempo), mas cerca de dez minutos depois Michael Rankine empatou. Nas grandes penalidades o herói foi o goleiro Carl Ikeme, que defendeu a cobrança de Jordan Roberts.

No único duelo de domingo (12), o Blackpool perdeu em casa para o Morecambe por 2x1. Bastaram seis minutos para que Lewis Alessandra pudesse colocar os Shrimpers na frente. Seguramente este gol abalou os Tangerines que, mesmo munidos de seus principais jogadores, não conseguiram empatar. O segundo gol do Morecambe veio aos 11' da segunda parte, quando a defesa se atrapalhou e Andrew Fleeming anotou. A falta de 15' para o fim Alex Baptiste marcou, mas aí já era tarde demais.

Na segunda-feira (14) o Oldham recebeu o Sheffield Wednesday e abriu 2x0 com gols de Jordan Slew e Jean Yves Mvoto, ainda na primeira metade. Nos 45 minutos finais o rumo da partida mudou radicalmente e os Owls partiram para cima. Aos 8' Jermaine Johnson descontou e, a partir daí, a estrela de Chris O'Grady começou a brilhar: ele empatou aos 17' e virou o jogo aos 25'. Para fechar a vitória dos comandados de Dave Jones Michail Antonio também marcou.

Encerrando a rodada, na terça-feira (15), o Swindon recebeu o Brighton e não tomou conhecimento do adversário. O time de Paolo Di Canio deu tamanho espetáculo -sobretudo no segundo tempo- que 3x0 foi pouco. Dois dos três gols foram marcados justamente por um ex-jogador do Brighton, Alan Navarro. Ainda que a partida tenha sido fantástica, o que chamou mais a atenção foi Di Canio mandando torcedores calarem a boca após os dois gols de Navarro.

Por fim, naquele que foi sem dúvida o embate mais interessante da Capital One Cup até aqui, Derby County e Scunthorpe United empataram em 5x5 no tempo normal e precisaram dos pênaltis para decidir o rumo da peleja. Os Rams abriram 3x0 no primeiro tempo com Richard Keogh, Jake Buxton e Theo Robinson. No início da segunda parte Andy Barcham descontou, mas pouco depois Buxton apareceu novamente. Tudo decidido? Que nada. Mike Grella deixou o Iron vivo aos 18'. Para piorar a situação do Derby, Bobby Grant fez o terceiro do Scunthorpe aos 23'. Faltando 10' para o fim Nathan Tyson ampliou a vantagem dos Rams, mas não adiantou. Nos acréscimos Grant e Connor Jennings marcaram e igualaram tudo. Nos pênaltis, o mesmo Jennings foi o autor do gol que deu a classificação ao Scunthorpe.

Confira todos os resultados da primeira rodada da Capital One Cup:

Sábado:

Wolves 1x1 Aldershot (Wolves venceu por 7x6 nos pênaltis)
Watford 1x0 Wycombe
Walsall 1x0 Brentford
Sheffield United 2x2 Burton Albion (Burton venceu por 5x4 nos pênaltis)
Rochdale 3x4 Barnsley
Notts County 0x1 Bradford
Ledds United 4x0 Shrewsbury
Hull City 1x1 Rotherham (Hull venceu por 7x6 nos pênaltis)
Doncaster 1x1 York (Doncaster venceu por 4x2 nos pênaltis)
Crewe 5x0 Hartlepool
Cheltenham 1x1 MK Dons (MK Dons venceu por 5x3 nos pênaltis)
Carlisle 1x0 Accrington
Bury 1x2 Middlesbrough

Domingo:

Blackpool 1x2 Morecambe

Segunda-feira:

Preston 2x0 Huddersfield
Oldham 2x4 Sheffield Wednesday
Fleetwood 0x1 Nottingham Forest

Terça-feira:

Yeovil 3x0 Colchester
Torquay 0x4 Leicester
Swindon 3x0 Brighton
Stevenage 3x1 Wimbledon
Port Vale 1x3 Burnley
Plymouth 3x0 Portsmouth
Peterborough 4x0 Southend
Oxford United 0x0 Bournemouth (Oxford venceu por 5x3 nos pênaltis)
Northampton 2x1 Cardiff City
Milwall 2x2 Crawley (Crawley venceu por 4x1 nos pênaltis)
Ipswich 3x1 Bristol Rovers
Exeter 1x2 Crystal Palace
Derby County 5x5 Scunthorpe United (Scunthorpe venceu por 7x6 nos pênaltis)
Dag & Red 0x1 Coventry
Chesterfield 1x2 Tranmere
Charlton 1x1 Leyton Orient (Leyton venceu por 4x3 nos pênaltis)
Bristol City 1x2 Gillingham
Birmingham 5x1 Barnet.

*Em negrito, os times classificados

Adeus, Premier League

por Lucas Leite dia sexta-feira, 29 de junho de 2012 às 14:57

Há 11 anos o Bolton de Owen Coyle não jogava a Championship
(Reprodução/Telegraph)

Após repercutir a temporada das equipes promovidas - desde as que irão à Premier League até as que entraram na Football League, o blog abre espaço para Daniel Leite* - que analisa o ano dos clubes rebaixados para a Championship.

O Bolton e sua série de problemas...

Prejudicado pela tabela espinhosa do início da temporada, o Bolton não se recuperou após perder seis das primeiras sete partidas. A saída de Elmander para o Galatasaray pesou demais, pois N’Gog não o substituiu à altura. As lesões de Lee e Holden também derrubaram a equipe de Owen Coyle, que ainda vendeu Cahill ao Chelsea em janeiro. Apesar de três vitórias seguidas em março, o time sempre mostrou sintomas de que seria rebaixado. Por outro lado, a manutenção de Coyle para 2012-13 é positiva.

...o Blackburn e sua péssima administração... 

O rebaixamento foi resultado natural de um trabalho confuso e negligente da diretoria indiana dos Rovers. Em campo, também tudo errado. Steve Kean falhou na tentativa de montar uma equipe sólida, para que Yakubu e Hoilett brilhassem à frente. A dupla até foi bem, mas simplesmente não havia consistência. Por exemplo, o Blackburn venceu o Manchester United em Old Trafford e perdeu para o Wolverhampton em casa. Mesmo com o reforço de Danny Murphy, o cenário para a próxima temporada é mais sombrio que o do Bolton.

...o Wolverhampton e sua impaciência. 

Dois fatores resumem a queda dos Wolves: o fracasso de Roger Johnson e a demissão de Mick McCarthy. Contratado por £7 milhões, Johnson virou capitão imediatamente, mas o desempenho ficou bem abaixo da expectativa. A defesa, liderada pelo ex-zagueiro do Birmingham, sofreu 82 gols. A experiência de McCarthy em escapar do rebaixamento era a esperança quase solitária dos torcedores. No entanto, a diretoria o demitiu e efetivou Terry Connor, seu auxiliar. Connor não ganhou sequer uma de 13 partidas. Em 2012-13, o técnico será o norueguês Stale Solbakken.

Perdeu alguma das análises anteriores? Então confira!

Championship: Reading, Southampton e West Ham

*Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa, Daniel Leite é fã do futebol inglês desde os 10 anos, quando Shearer, Owen e Hasselbaink eram os artilheiros da Premier League. Visite sua coluna no portal iGsiga-o no twitter

A Conference nos apresenta Fleetwood e York

por Gilmar Siqueira dia quarta-feira, 27 de junho de 2012 às 21:40


A festa do título.
Seguindo esta linha de análises, o Football League Brasil falou recentemente sobre  Crawley e Crewe. Agora chegou a vez de fazermos como na última temporada e comentar sobre os promovidos da Conference: Fleetwood Town e York City.

A fênix da Conference

Parece que virou moda o campeão da BSPL somar mais de 100 pontos na temporada. Foi o que aconteceu com o Fleetwood, que terminou a liga com 103. Mas poucos sabem o quanto esta equipe sofreu para chegar à The Football League pela primeira vez em sua história. Basicamente foi refundado três vezes devido a seríssimos problemas financeiros.

O Fleetwood FC surgiu em 1908 e deixou de existir em 1976. No entanto, apenas um ano mais tarde pode ressurgir com o nome de Fleetwood Town FC. Mas a situação tornou-se crônica em 1996 e mais uma vez houve a liquidação. Por fim, em 1997 "nasceu" o Fleetwood Wanderers (que mais tarde mudou de nome e voltou a adotar o Fleetwood Town), time que se encontrava na décima divisão. Nesta época, até mesmo a Conference era um sonho muito distante.

Mas como se deu esta ascensão nas divisões inferiores britânicas? Logicamente o time não ia começar a subir de produção de um dia para o outro. O que aconteceu foi que, em 2003, o empresário Andy Pilley assumiu a presidência do Fleetwood e passou a investir pesado. Na infra-estrutura sua maior contribuição foi a de 4,5 milhões de libras para o estádio Highbury (que não tem nada a ver com o antigo estádio do Arsenal). Contudo, diferentemente do Crawley Town, que se envolveu em certas polêmicas financeiras, o Fleetwood jamais passou por estes problemas sob a gestão de Pilley.

Soa de forma um pouco estranha falar isso agora, mas até meados da temporada era quase impossível imaginar que o Cod Army fosse lutar pelo título. A verdade é que a regularidade do galês Wrexham, sob o comando de Dean Saunders, era impressionante. Tudo apontava para uma campanha bastante semelhante à do Crawley em 2010-2011.

Mas foi só o treinador assumir o Doncaster que tudo mudou e os Dragons caíram muito de produção. Nisso, o Fleetwood, comandado pelo ótimo Micky Mellon, viu uma oportunidade para assumir a primeira colocação e garantir o acesso direto. 

Seu destaque ao longo da campanha foi, sem dúvida, o atacante Jamie Vardy. Artilheiro da BSPL com 31 gols (34 somando todas as competições), foi vendido ao Leicester City pela bagatela de 1 milhão de libras. Bom negócio para os Foxes e nem tanto para o Fleetwood, que precisará contar com o veterano Jon Parkin para a disputa da League Two.

Luton Town bateu na trave outra vez e York City se garantiu na TFL

Logicamente nosso objeto de análise será o York, mas é impossível não falar do Luton Town. A equipe perdeu a final dos play-offs da Conference pela terceira vez consecutiva. Ademais, o time que agora é comandado por Paul Buckle (ex-Torquay), conseguiu a classificação na última rodada vencendo o campeão Fleetwood.

O York, ao contrário do atual campeão, voltará à TFL depois de 7 anos. Neste meio tempo esteve próximo algumas vezes, mas não conseguiu o acesso. Outro ponto que o difere do Fleetwood é a homogeneidade de seu elenco, sem qualquer estrela que possa verdadeiramente desequilibrar uma partida. Com um modesto plantel nas mãos, Gary Mills fez um excelente trabalho.

O Minsterman mostrou que seria um adversário duríssimo nos play-offs ao vencer o FA Trophy 2012, batendo o Newport County na final por 2x0. Foi a primeira vez que pisou no gramado de Wembley em 100 anos.

Na final dos play-offs da Conference, também em Wembley, mostrou uma capacidade de reação fora do comum. Saiu perdendo para o Luton logo aos 2 minutos de jogo, mas empatou aos 26' e virou aos 47'. Além disso, é muito importante destacar a pressão que exerceu no campo adversário durante todo o duelo -mesmo após a virada- encurralando o time de Buckle. A partir desta partida tivemos uma noção da disciplina tática que os rivais da League Two encontrarão no York.

Por Gilmar Siqueira

Após muitas oscilações, a regularidade os salvou

por Gilmar Siqueira dia segunda-feira, 25 de junho de 2012 às 12:59

Dario Gradi.

Como sabem, o Football League Brasil vem fazendo análises das equipes que se destacaram na TFL. Depois de Huddersfield e Crawley Town, chegou a hora de falar sobre o time que tem uma das melhores categorias de base da Inglaterra, o Crewe Alexandra, que foi promovido à League One após vencer os play-offs.

O time do incrível Dario Gradi, que trabalha no Alexandra Stadium desde 1983, começou a temporada de forma muito irregular, fazendo do meio da tabela seu lugar quase que fixo durante o primeiro turno. As diferenças para o competitivo time da passada campanha eram grandes, e a dependência de Byron Moore tornava-se evidente a cada rodada.

Cinco derrotas consecutivas não eram aceitáveis e a cúpula da equipe passou a cogitar mudanças. A mais significativa delas partiu de Gradi. Ele renunciou ao cargo de treinador, permanecendo como gerente de futebol, e nomeou para seu lugar Steve Davis, ex-zagueiro do próprio Crewe e que já trabalhava como assistente técnico. Haja vista que não era a primeira vez que tal câmbio acontecia, poucos se mostraram confiantes na "aposta", mas ao final Davis mudou a cara do Crewe.

Muitos dizem que a intensa maratona de jogos que começa no Boxing Day e vai até os primeiros dias de janeiro deixa evidente quais equipes brigarão pelo que na liga. Com o Alex foi assim. Já sob o comando de Davis o time passou a apresentar um futebol bem mais agradável e não demorou muito até atingir o tão almejado "top 7".

Ao fim da "temporada regular" os Railwaymen ficaram com a sétima posição e se garantiram nos play-offs. Mas não foi só isso. À esta altura o Alex somava um total de 16 jogos sem perder. Comparando este dado ao número de derrotas consecutivas no início da Liga (5), fica evidente o grau de evolução da equipe dentro da competição.

Tamanha guinada se deve, principalmente, a certos "pratas da casa" que foram espetaculares no returno. O principal deles, sem dúvida, é o garoto Nick Powell. O winger, que marcou na final dos play-offs contra o Cheltenham, ganhou ainda mais espaço com Davis e anotou impressionantes 17 gols em 34 jogos. Esta cifra o fez, inclusive, ser transferido para o Manchester United.

Mas a verdade é que seu protagonismo em jogos tidos como complicados foi impressionante. Pese a sua pouca idade -18 anos- ele chamava o jogo e decidia em situações extremas. Isso só deixa evidente o quão boa é a base do Crewe. Nada de propaganda enganosa.

Há dois nomes que merecem ser destacados juntos, pois atuam lado a lado e se completam: Luke Murphy e Ashley Westwood. Os centre midfielders deram um show à parte nos jogos do Alex e foram simplesmente perfeitos. Enquanto o primeiro se encarregava mais da marcação, o segundo aparecia por vezes próximo à área dos rivais. Ambos foram fundamentais nos dois jogos contra o Southend.

É fato que Moore começou a League Two marcando muitos gols, mas algo estranho aconteceu: justamente quando o time passou a melhorar, ele caiu drasticamente de produção. Foi banco durante várias rodadas, mas por fim voltou a ocupar seu posto de "9". Entretanto, quem já vinha se destacanto no ataque do Crewe era mais um atleta da base (sim, outro!), AJ Leitch-Smith. O veloz atacante anotou 9 gols e caiu nas graças do torcedor.

E o melhor, Davis armou isso tudo dentro de um belo 4-4-2 ortodoxo. Mostrou que o pragmatismo não é obra de todos os britânicos. Agora ele precisa mostrar isso e um pouco mais na League One. Sua vida não vai ser nada fácil, principalmente depois da saída de Powell, mas se conseguir manter uma regularidade semelhante a da reta final da temporada 2011-2012, seguramente vai tornar a terceira divisão ainda mais competitiva.

Por Gilmar Siqueira